Nova série: Discos que mudaram minha vida
Bruce Dickinson, "The Chemical Wedding"
Por que não um do Iron Maiden? Calma. Não confunda a carreira solo do Tio Bruce com os reis do Metal. Enquanto o Iron arriscava a sua carreira inteira colocando um gordo corcunda desafinado pra cantar, Bruce produzia duas obras primas: "Accident Of Birth" e "The Chemical Wedding". Uns preferem o primeiro, outros o segundo. Eu acredito no "Accident..." como uma ponte, uma introdução, uma preparação para o disco que viria a seguir.
O mais engraçado é que ouvi o Chemical primeiro, apesar de saber da existência do antecessor e da participação de Adrian Smith, também ex-Iron, meu guitarrista preferido (Malmsteen é o caralho maquiado e cheio de laquê nos pentelhos). Estava descrente do que o Bruce poderia fazer, afinal ele começou a falar um monte de merda... sabe como é, cuspindo no próprio onde se fartou.
Pois é, dei o braço o torcer (e o bolso também, afinal o CD estava bem baratinho). Não acreditei quando comecei a ouvir a primeira música. Caralho, que porra é essa, Batman? Era, simplesmente, a distorção mais fudida, nervosa, sinistra, descaralhante que eu tinha ouvido em toda a minha vida. Fiquei pretificado. Depois mais tarde eu fui descobrir o macete dos caras: colocaram CORDAS DE BAIXO nas bordões. Filhos da puta. Vocês mudaram minha vida. Mas não é só isso. Pule pra faixa 2. A distorção descaralhante continua lá, mas... o refrão... gasp... Zeus, que merda é essa? Parece que estou no meio de uma viagem de ácido! É sério. Extremamente sério.
Vamos colocar as guitarras magistrais de lado (Adrian, você é foda, não preciso encher mais a sua bola). Bruce está de volta. Sim. Mas ele já tinha "voltado" no Accident. Eu sei, mas esse álbum é bem peculiar. Não só pela atuação de chorar, mas também pela coragem de deixar o porra-louca do Roy Z pesar a mão na produção. E na medida certa, sem soar over. Em suma, foi um álbum feito para o fãs chorarem de raiva. Steve Harris, seu merda egocêntrico. Virtual XI é o cocô do cavalo do bandido. Blaze é um cuzão. Não é a toa que no ano seguinte os caras voltaram para onde nunca deveriam ter saido... quer dizer, deveriam sim. Bruce precisava se reciclar, respirar novos ares, conhecer novos músicos, tentar, experimentar. Coisa que ele não poderia fazer no Iron, infelizmente. Steve Harris, eu te odeio.
11:09
É pro Fantástico?
Hoje rolou uma entrevista para a Rede Globo! Sim! Gerador Zero na TV do Bob From The Sea! Devemos aparecer no Jornal Hoje em breve (naquelas matérias de sábado sobre novas bandas). A entrevista foi muito legal - me surpreendeu o repórter arrumadinho fazendo perguntas muito mais interessantes do que a menininha descolada da MTV. Ficou muito boa mesmo. Estávamos bem soltos, foi bem mais fácil do que as entrevistas para a TVE e MTV. Me surpreendeu ainda mais o repórter conseguir notar influências de Rush nos meus riffs de guitarra (principalmente em Catete Beats). Sim, o cara é muito fã mesmo (até da fase synth 80). Até toquei uns acordes dos canadenses para animar o ambiente. Fã é uma merda. :)
Enfim, fiquem ligados que iremos avisar quando for pro ar!
15:18
Last night a DJ saved my life
Ontem (quer dizer, hoje, pois cheguei às 0:30 no local) ataquei de DJ pela primeira vez. Quer dizer, no meu casamento coloquei algumas músicas, mas já era praticamente fim de festa. Mas ontem não. Quase 4 horas sem parar de som. Foi muito legal. Pena que o público não era dos mais agradáveis - melhor dizendo, interessantes - pro tipo de som que gosto de colocar: galerinha grã-fininha da Barra. Era uma festa de aniversário de uma conhecida (amiga da Bellinha) e me pediu com todas as forças pra que eu tocasse. Enfim, eu fui lá encarar o desafio. O começo foi meio "duro", mas depois fui me soltando. Toquei um pouco de tudo, clássicos 80, jazzy drumba farofa, rock, breakbeats malvados... mas gente incoveniente era o que não faltava. Quando pesava, pediam pra colocar mais calmo. Quando acalmava, pediam pra colocar "mais dançante". Mas essa é a vida de um DJ. Aturar os malas. No final deixei um CD inteiro de Bob Marley rolando solto, afinal foi o mais pedido da noite. Mas... PODEM PEDIR HIP HOP UM MILHÃO DE VEZES QUE EU NÃO TOCO ESSA COISA HORRENDA. :)
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22:31
Oi. Olá. Template novo.
Sem espaço para os comentários chatos dos meus 5 leitores. Pois bem.
Não me cobrem pontualidade, espontaneidade, parcialidade, objetividade.
Vou escrever quando der na telha, principalmente quando lembrar deste blog.
Ele não morreu, como a maioria dos meus 5 leitores desejavam. Rarrá.
13:03